quarta-feira, 27 outubro 2021
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Coronavírus: tire suas dúvidas sobre a nova infecção respiratória

 

 

 

 

Um novo vírus que causa uma infecção respiratória e que foi identificada na região de Wuhan, na China, está causando apreensão mundial. O novo Coronavírus ou Doença Respiratória de 2019-nCoV, nome oficial divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é da família Coronavidae. Conhecido desde a década de 1960, o vírus causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. O surto já foi considerado pela OMS como emergência internacional e até o momento são 20.588 casos confirmados pelo mundo, sendo 20.401 na China. O número de mortes devido à infecção já chega a 426 na China. No Brasil, não existem casos confirmados.

 

 

O médico pneumologista e diretor técnico do Hospital Dia do Pulmão, em Blumenau, Santa Catarina, Dr. Mauro Sérgio Kreibich, destaca que o vírus reúne potencial infeccioso que ocasiona sintomas semelhantes a um quadro gripal, podendo evoluir para quadros clínicos mais graves. “O Coronavírus pode causar maior impacto em termos de saúde pública, como foi o caso da SARS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2003 e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio)”em 2012″, diz.

O fato é que existem muitas dúvidas sobre o novo Coronavírus. O pneumologista esclareceu algumas delas sobre a infecção que está provocando apreensão mundial. Confira.

 

Ao contrair o vírus, a morte é inevitável?

O indivíduo que contrair o Coronavírus neste ano, não tem sentença de morte. Embora o número de pacientes infectados cresça rapidamente, neste momento a taxa de mortalidade é considerada baixa, ou seja, cerca de 3 % dos casos.

 

Quais são os sintomas?

O quadro é semelhante ao da gripe, do vírus influenza, ocasionando tosse, coriza, febre e dores musculares. Casos graves podem evoluir para pneumonia, dificuldade respiratória e sintomas gastro intestinais.É importante lembrar que o vírus pode ficar incubado de dois a catorze dias no organismo.

 

Como ele é transmitido?

A característica do novo Coronavírus é que ele é altamente transmissível. Existem algumas dúvidas sobre esta contaminação, porém, a transmissão de pessoa para pessoa já está oconfirmada “A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal, como: saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal, contato com objetos ou superfícies contaminadas, que posteriormente pode ser levado a boca, nariz ou olhos”, esclarece Dr. Kreibich.

 

Como se proteger?

A incorporação dos cuidados de higiene em geral e principalmente lavação das mão deve ser reativada. A atualização da carteira de vacinação, dando ênfase às vacinas da gripe e outras infecções respiratórias, máscaras quando o indivíduo estiver com suspeitas de um quadro sugestivo ou um quadro gripal, além da alimentação saudável e atividade física regular.

 

Se a doença chegar ao Brasil, quais serão as medidas tomadas?

Haverá necessidade de adequar as equipes de atendimento e as estruturas não especializadas no setor da saúde, na dependência direta da propagação e gravidade dos casos que potencialmente teremos que enfrentar.

 

Como é feito o tratamento?

Ainda não existe um medicamento especifico para a doença. Os pacientes são tratados com medidas de suporte e, nos casos mais graves existe a utilização da terapia intensiva

 

As vacinas Prevenar 13 e Pneumocócica 23, ajudam o organismo a não evoluir para uma pneumonia?

A Prevenar 13 previne cerca de 90% das doenças graves, ocasionados pela bactéria Pneumococo como a pneumonia, meningite e otite. Já a vacina Pneumocócica 23 ajuda na prevenção de doenças pneumocócicas graves, como pneumonia, meningite e bacteremia ou septicemia. As vacinas possuem indicações para determinadas faixas etárias e condições clinicas ou doenças pré existentes e portanto necessitam de prescrição medica especifica.

“É importante destacar que as pessoas mais suscetíveis todo e qualquer vírus, incluindo o Coronavírus, são aquelas que tem idade mais avançada, crianças, e pessoas com doenças crônicas. Esses indivíduos vão se beneficiar de todo cuidado preventivo, que inclui as vacinas do vírus Influenza, a Prevenar 13 e Pneumocócica 23”, informa Dr. Kreibich.

 

Qual é a diferença dessa doença para uma gripe, já que os sintomas são parecidos?

Não há diferença evidenciável neste momento, além do agente causal e a ocorrência predominante na faixa etária dos idosos Os sintomas e a evolução clínica vivenciada até agora são muito semelhantes.

 

Quem possui problemas pulmonares deve se preocupar mais se a doença chegar ao Brasil?

“Todo indivíduo que apresenta doença crônica, principalmente as respiratórias, doenças cardiológicas, diabetes ou que estejam sob o uso de medicação contínua, são considerados indivíduos mais suscetíveis a todo e qualquer quadro infeccioso viral, e isso inclui o Coronavírus”, conclui o médico pneumologista Dr. Mauro Sergio Kreibich.

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