sábado, 22 janeiro 2022
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Consumo de GNV em Santa Catarina cresce 13% em 2021

Número de usuários também sobe e SC tem mais de 112 mil veículos usando o combustível.

Em 2021, o volume de vendas do GNV (Gás Natural Veicular) em Santa Catarina cresceu 13%. Foi o maior patamar de vendas dos últimos noves anos, com alta acumulada de novos usuários de quase 25% em cinco anos.

Segundo a SC Gás, o ano marcou a consolidação do crescimento do produto, que concorre com a gasolina e o etanol, combustíveis que oscilaram seus preços de forma periódica nos últimos exercícios. O GNV, por outro lado, possui tarifas reajustadas semestralmente (janeiro e julho) no preço praticado aos postos pela distribuidora estadual.

A competitividade do produto no último ano se aproximou, durante todo período, de 50% frente aos combustíveis líquidos. Mesmo com o recente reajuste homologado, de 24,56%, estima que a competitividade fique em 35% no início do ano. O produto chega aos postos catarinenses com a tarifa única de R$ 3,466, sem os impostos.

Com a tarifa estável até o mês de junho, mantendo-se as decisões liminares atuais que seguraram o reajuste de 40%, a SC Gás diz que a tendência é que o produto amplie ainda mais sua vantagem econômica frente à gasolina e ao etanol.

Atualmente, o Estado conta com 137 postos e mais de 50 cidades atendidas com GNV, sendo 129 pontos abastecidos através de redes de distribuição e o restante (oito) por meio do modal GNC (Gás Natural Comprimido), atendidos através de transporte rodoviário com carretas.

Vinte anos de economia

O GNV é vendido em Santa Catarina desde 2001, quando a SCGÁS iniciou o atendimento ao primeiro posto na cidade de Jaraguá do Sul. Seis anos depois, o estado já contava com mais de 70 mil usuários e registrava um consumo mensal superior a 350 mil m³/dia.

O volume de vendas manteve crescimento até 2011, registrando em cinco anos a melhor média histórica de vendas, de aproximadamente 360 mil m³/dia. Neste mesmo ano, os veículos adaptados para GNV e emplacados em Santa Catarina somavam 93.350.

O ano de 2012 revela um novo desafio para o produto, que passa a viver um ciclo de queda. A entrada de carros flex no mercado trouxeram o conceito de consumo associado de gasolina e etanol, veículos que saiam de fábrica com três a cinco anos de garantia inibindo a instalação de novos kits de GNV.

Mesmo que ao longo de toda sua história de operação no Estado o GNV sempre foi a opção mais econômica frente aos combustíveis líquidos, o produto viu o consumo médio cair 21,56% de 2012 a 2017. O número de usuários também teve queda no período, reduzindo 1,36% da frota.

A partir de 2017, com o contínuo reposicionamento do preço da gasolina, e a consequente melhoria na competitividade do GNV, associado ao fenômeno da uberização e com a desmitificação do conceito flex, o mercado do GNV reage fortemente em 2018 quando cresce 23% em um ano. Nos mesmos 12 meses a frota aumenta mais de 9%, ultrapassando pela primeira vez os 100 mil veículos. O crescimento se manteve em 2019 no consumo (2,67%) e na frota (4,78%).

No ano de 2020, com a pandemia e a consequente crise econômica, o produto viveu um período de relativa queda a partir do mês de março, só retomando aos antigos patamares nos meses de novembro e dezembro do mesmo ano.

Com o crescimento e consolidação do produto nos últimos anos, a SCGÁS irá ampliar ainda mais a rede de abastecimento em Santa Catarina. Nos próximos cinco anos, segundo o plano de negócios da Companhia, projeta-se atender 36 novos postos de GNV, chegando a 174 estabelecimentos.

O Blumenauense
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