sexta-feira, 30 julho 2021
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Como conservar os alimentos que sobram nas festas de fim de ano?

Acondicionar alimentos corretamente aumenta sua durabilidade e faz bem para o bolso.

As celebrações de Natal e Ano Novo são sempre sinônimos de aglomeração em família, mas neste ano nem todos poderão passar a data juntos por conta do isolamento social causado pela pandemia. No entanto, uma coisa é certa: terá muita comida na mesa e, assim como todo ano, as sobras dos alimentos devem durar para além das ceias.

Segundo o estudo Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Embrapa e o programa Sem Desperdício da União Europeia, revelou que o Brasil joga fora, por pessoa, 42 quilos de comida por ano. Logo, em uma família, o estudo revela o desperdício de 128 quilos de alimentos por ano.

O efeito causa impactos sociais, econômicos e ambientais. A produção e colheita dos alimentos afetam o campo em que foram plantados e, a partir disso, no momento em que a comida é desperdiçada, tal dano ambiental foi causado em vão. Além da perda de dinheiro investido.

Para reduzir a quantidade de comida que vai parar no lixo depois das festas de fim de ano, o ideal é reutilizar os alimentos para criar outros pratos e garantir o almoço da semana toda. Para que isso seja possível é preciso manter tudo bem refrigerado e acondicionado em embalagens plásticas. Desta forma, a comida será conservada e sua durabilidade aumentará consideravelmente.

Como conservar

Alimentos assados, cozidos e fritos podem ser congelados. O ideal é refrigerar as sobras das refeições em pequenas porções individuais. Além disso, é relevante escolher o recipiente correto, já que as embalagens adequadas influenciam na durabilidade dos produtos. A diretora de Comércio Exterior e Marketing da Alpfilm, Alessandra Zambaldi, informa que para congelar alimentos, o mais indicado é utilizar sacos plásticos herméticos que impedem a entrada de ar e previnem a contaminação por fungos e bactérias.

“Um fator determinante para garantir maior durabilidade dos alimentos na geladeira é escolher adequadamente os recipientes que serão utilizados. O ideal é fazer uso de recipientes para conservar o alimento e vedar com tampa ou caso não houver, com embalagens plásticas, como o plástico da empresa feito com material que tem micropartículas de prata com propriedade bactericida e fungicida. Assim, além de não ocorrer absorção de umidade, a embalagem também impedirá a entrada de bactérias e fungos. A proteção é ainda mais relevante por conta da pandemia em que estamos vivendo, pois este produto também possui capacidade de inativar o novo coronavírus”, conta a diretora.

Além disso, o uso de etiquetas nas embalagens facilitam a diferenciação dos alimentos. A identificação traz maior praticidade na hora de retirar o alimento do congelador. A diretora indica que seja anotado o prazo de validade para certificar-se de consumi-lo em bom estado.

Outra dica é que, apesar do que muitas pessoas acreditam, não é necessário esperar que o alimento esfrie para inserir no congelador. “Esperar a comida esfriar para congelá-la pode reduzir o tempo consumo e isso acontece porque, quando em temperatura ambiente, o alimento fica mais exposto à contaminação por fungos e bactérias. Por isso, o ideal é não aguardar mais que duas horas para levar o prato ao freezer”, explica. No entanto, colocar algo quente no congelador aumenta o consumo de energia elétrica demandando maior trabalho do equipamento.

Recongelar o alimento também não é indicado: depois de descongelar um alimento, não o leve de volta ao freezer. A diretora afirma que quando em contato com o ar em temperatura ambiente, o nível de proliferação de micro-organismos aumenta. Desse modo, quando recongelada, a comida possuirá uma carga microbiana muito maior, podendo causar intoxicações alimentares após o consumo.

Evitar o desperdício de alimentos, além de ser a opção mais inteligente e econômica, também contribui para o meio ambiente com o uso consciente dos recursos naturais e maior sustentabilidade.

O Blumenauense
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