Comissão de Educação e Saúde discute filas e define acompanhamento das medidas

Reunião extraordinária na câmara de vereadores de Blumenau, reuniu autoridades e conselheiros para avaliar ações e propor melhorias no atendimento a crianças e adolescentes.

Foto: Rogério Pires [Câmara de vereadores de Blumenau]

A Comissão de Educação e Saúde Pública da Câmara de Blumenau realizou, na tarde desta quinta-feira (16/07/26), uma reunião extraordinária para discutir as filas de espera por atendimentos de saúde de crianças e adolescentes. Como encaminhamento, a Secretaria Municipal de Promoção da Saúde se comprometeu a apresentar relatórios periódicos sobre a evolução das filas, separar os dados por faixa etária e aperfeiçoar a comunicação com os Conselhos Tutelares. Os vereadores também decidiram manter o acompanhamento permanente das ações e apoiar a busca por recursos para ampliar os atendimentos.

Durante o encontro, o secretário municipal de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, apresentou as medidas adotadas para reduzir a demanda reprimida. Entre elas estão a ampliação do atendimento em neuropediatria, com 200 consultas mensais pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde, o aumento de 1.500 consultas por mês em psicologia e fonoaudiologia, um novo edital para credenciamento de clínicas privadas, a implantação de teleconsultas em até 60 dias e a ampliação das cirurgias de otorrinolaringologia em hospitais da região. Segundo o secretário, também está em estudo a criação de um sistema integrado de gestão de filas, que permitirá maior controle sobre os agendamentos e facilitará o acompanhamento pelos órgãos de fiscalização.

A reunião foi realizada após a comissão receber um ofício dos Conselhos Tutelares relatando a demora no atendimento de crianças e adolescentes na rede pública. Além dos membros da comissão, participaram vereadores convidados, representantes dos Conselhos Tutelares e o secretário Marcelo Lanzarin. Durante o debate, os conselheiros pediram mais transparência sobre as filas, definição de metas para reduzir a espera e um fluxo de comunicação entre a Secretaria e os órgãos de proteção para informar faltas às consultas e dificuldades de contato com as famílias. Também foi sugerida a realização de reuniões periódicas entre a Secretaria e os Conselhos Tutelares para avaliar os avanços e ajustar estratégias conforme a necessidade.


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