sábado, 4 dezembro 2021
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Comércio ilícito de produtos do tabaco é tema do Dia Mundial Sem Tabaco 2015

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10% dos cigarros consumidos no mundo provêm do mercado ilegal. No Brasil, cerca de 20% dos cigarros consumidos são ilegais, falsificados ou contrabandeados.

Texto: Karin Bendheim

Dia 31 de maio é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. A data foi criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2015, o objetivo é unir os países para trabalhar juntos para acabar com o comércio ilícito dos produtos do tabaco. Dados da OMS apontam que o mercado ilegal de tabaco pode ser responsável ??por até 10% dos cigarros consumidos no mundo.

No Brasil, de acordo com a OMS e os dados apresentados no Fórum de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), estima-se que cerca de 20% dos cigarros consumidos sejam falsificados ou contrabandeados. O comércio ilegal traz diversos problemas, além dos já conhecidos para a saúde do indivíduo, como prejuízos à economia, corrupção e há ainda os aspectos jurídicos e governamentais.

O pneumologista do Hospital Dia do Pulmão, Dr. Mauro Kreibich, lembra que existem mais de 50 doenças relacionadas ao consumo do tabaco, que é a principal causa de morte evitável no mundo. “O consumo do tabaco na forma do cigarro por si só já é prejudicial à saúde. Quando associamos o tabaco ao comércio ilegal é preciso levar em conta também que ele está à margem do controle sanitário, o que implica em componentes em desacordo com a legislação e, possivelmente, a contaminação por diversos elementos que potencializam os efeitos danosos”, explica Kreibich.

O tabaco mata aproximadamente seis milhões de pessoas por ano. Destas, mais de 600 mil são fumantes passivos. Se nada for feito, até 2030 a estimativa é que a epidemia mate cerca de oito milhões de pessoas por ano. Outro dado alarmante da OMS é que cerca de 80% dessas mortes evitáveis ??estarão entre as pessoas que vivem em países de baixa e média renda.

Tratamento gratuito

O Hospital do Pulmão é uma das instituições médicas blumenauenses que abraçam a causa pelo fim do consumo de tabagismo. Entre as ações que realiza ao longo do ano para este fim, a principal o Programa de Apoio ao Abandono do Tabagismo – Proaat, uma abordagem cognitiva comportamental para quem deseja parar de fumar. Em atuação desde 1998, o Proaat consiste de reuniões regulares gratuitas, abertas à comunidade, realizadas no Centro de Estudos da unidade hospitalar, com objetivo de conscientizar e motivar o fumante, junto do apoio de seus familiares, a deixar o vício.

Os encontros acontecem periodicamente de março a novembro e são coordenados por pneumologistas, fisioterapeutas e nutricionistas, capacitados com os critérios do Ministério da Saúde. Nas reuniões, com em média de 20 participantes, são abordados aspectos comportamentais de forma prática, para auxiliar cada participante a parar de fumar.

Para que ocorra um resultado positivo, segundo Kreibich, é necessária a presença do fumante em todas as reuniões, além de haver o desejo de abandonar o cigarro. “A participação dos familiares nos encontros também é fundamental, para ser um incentivo a mais aos fumantes. Cumprindo tudo conforme o recomendado, ao término do programa cerca de 80% dos participantes conseguem deixar o vício”, ressalta.

Quem tiver interesse em participar do Proaat ou saber mais informações deve entrar em contato com o Hospital Dia do Pulmão pelo telefone (47) 3037-7099 ou pelo e-mail hpproaat@hospitaldopulmao.com.br.

Campanha Dia Mundial Sem Tabaco 2015

  • A campanha do Dia Mundial Sem Tabaco de 2015, de acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Fórum de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, tem os seguintes objetivos.
  • Aumentar a conscientização sobre os danos à saúde das pessoas causada pelo comércio ilícito de produtos do tabaco, especialmente os grupos de jovens de baixa renda, devido ao aumento da acessibilidade e disponibilidade destes produtos devido aos seus custos mais baixos.
  • Demonstrar como os ganhos de saúde e programas de controle do tabaco, como o aumento de impostos e preços e outras medidas são prejudicados pelo comércio ilícito de produtos do tabaco.
  • Demonstrar como a indústria do tabaco tem sido envolvida no comércio ilícito de produtos do tabaco.
  • Destacar que o comércio ilícito de produtos do tabaco é um meio de acumular riqueza de grupos criminosos para financiar outras atividades de crime organizado, incluindo drogas, e tráfico de armas, bem como o terrorismo.
  • Promover a ratificação, adesão e uso do protocolo para eliminar o comércio ilícito de produtos do tabaco por todas as Partes da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT) e sua rápida entrada em vigor, através da participação ativa de todos os interessados.
O Blumenauense
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