Desde outubro de 2025 o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) passou a oferecer um novo recurso no enfrentamento ao câncer de colo do útero: a cirurgia de alta frequência. O procedimento é indicado para tratar lesões precursoras causadas pelo HPV, e vem sendo aplicado com sucesso em pacientes do SUS — até o momento, 30 mulheres já foram atendidas com a nova técnica.
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A principal vantagem está na agilidade e eficiência do processo. Por ser um método minimamente invasivo e realizado de forma ambulatorial, não há necessidade de internação. A anestesia é local (bloqueio paracervical), o que reduz riscos comuns da anestesia geral. Após algumas horas do procedimento, a paciente recebe alta.
A recuperação também é rápida: em cerca de sete dias, é possível retomar atividades leves. Além disso, como o atendimento ocorre fora do ambiente hospitalar, o risco de infecções diminui, assim como o estresse emocional.
A iniciativa visa acelerar o tratamento de mulheres com alterações no exame de Papanicolau, evitando que as lesões evoluam para quadros mais graves. O diagnóstico e a intervenção no mesmo local contribuem para um atendimento mais ágil e eficaz dentro do SUS.
Como funciona o atendimento
O acesso ao serviço começa na unidade básica de saúde. Quando há alteração no exame de Papanicolau, a paciente é encaminhada ao CAISM, onde passa por avaliação ginecológica, colposcopia e biópsia. Se confirmado o diagnóstico, a cirurgia é agendada diretamente no centro especializado.
A coordenadora do CAISM, Alessandra Schiesser, ressalta a importância dos cuidados após o procedimento. “É essencial seguir as orientações médicas para garantir a cicatrização adequada. Evitar relações sexuais e atividades físicas intensas por cerca de 15 dias é fundamental para um bom pós-operatório”, orienta.
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