Ciclone muda o tempo em SC e traz chuva forte, vento intenso e risco de ressaca até quinta (11/12)

Temporais, rajadas que podem passar dos 80 km/h e mar agitado exigem atenção em várias regiões do estado.

A atuação de um ciclone extratropical começa a influenciar o tempo em Santa Catarina a partir desta segunda-feira (8/12/25) e segue até, pelo menos, a quinta-feira (11). O sistema provoca chuva intensa, risco de temporais severos, ventos fortes e agitação marítima, com atenção especial para alagamentos, enxurradas e possíveis deslizamentos.

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Entre a tarde e a noite desta segunda, os temporais ganham força principalmente no Grande Oeste, Planaltos e em parte do Vale do Itajaí. A instabilidade permanece até a manhã de terça-feira (09). Já do Planalto ao Litoral, a chuva se intensifica entre a madrugada e a manhã de terça, com volumes elevados em curto espaço de tempo. As áreas com maior risco são a Grande Florianópolis, o Litoral Norte e o Litoral Sul. No litoral, além da chuva, o vento nordeste sopra com forte intensidade ao longo do dia.

Na quarta-feira (10), ainda podem ocorrer pancadas rápidas de chuva em diferentes regiões, porém com menor risco em relação aos dias anteriores. O destaque passa a ser o vento associado ao ciclone. A partir da madrugada, são esperadas rajadas de oeste entre 60 e 80 km/h na maior parte de Santa Catarina. Em áreas serranas e mais próximas do litoral, os ventos podem atingir até 100 km/h em momentos pontuais.

Outro ponto de atenção é o mar. Entre quarta e quinta-feira, aumenta o risco de ressaca. No Litoral Sul, as ondas devem variar entre 3 e 3,5 metros, podendo chegar a 4 metros em alto-mar. Na Grande Florianópolis, a altura das ondas fica entre 2 e 2,5 metros. Por segurança, a recomendação é evitar atividades de pesca, navegação e esportes náuticos durante esse período.

Na quinta-feira, a instabilidade começa a perder força, mas na sexta-feira (12) uma nova frente fria deve voltar a deixar o tempo instável em Santa Catarina.

Por que este ciclone chama atenção?

Ciclones extratropicais são mais comuns no Sul do país durante o inverno e a primavera, mas costumam perder frequência com a aproximação do verão. O sistema desta semana é considerado atípico por alguns fatores: ocorre no início do período mais quente do ano, forma-se muito próximo à costa, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, apresenta pressão mais baixa do que o normal e se desloca lentamente.

Essas características aumentam o potencial de impacto do ciclone, desde o processo de formação, iniciado nesta segunda-feira (08), até o seu afastamento previsto para a quinta (10).


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