Santa Catarina viveu uma sexta-feira (7/11/25) e madrugada de sábado (8) de temporais intensos, causados pela formação de um ciclone extratropical em alto-mar, na altura do Litoral catarinense. O fenômeno se formou a partir de um sistema frontal que trouxe chuvas volumosas, granizo, ventos fortes e descargas elétricas em diversas regiões.
De acordo com a Defesa Civil do Estado, os ventos chegaram a 85,6 km/h e a chuva ultrapassou 124 milímetros em alguns municípios do Sul. As regiões Oeste, Extremo-Oeste, Meio-Oeste e Sul concentraram os maiores danos.
Em Dionísio Cerqueira, comunidades como Jorge Lacerda e Gleba União foram as mais afetadas. Cerca de 60 residências tiveram danos, duas pessoas ficaram feridas e 30 moradores precisaram deixar suas casas. Houve destelhamentos, queda de árvores, danos em escola, igreja e até em um ônibus. O município decretou situação de emergência.
Em Chapecó, 28 residências foram destelhadas, uma escola danificada e três vias obstruídas por árvores nas localidades de Linha Colônia Cella, Belverde, Bela Vista, Vila Rica e Eldorado.

Já em Faxinal dos Guedes, por volta das 16h50 de sexta-feira, um temporal com rajadas intensas de vento atingiu a área urbana, o parque industrial e a BR-282, que ficou bloqueada nos dois sentidos por cerca de três horas após quedas de árvores e o tombamento de um caminhão. O CTG da cidade teve parte do telhado arrancado, e uma residência ficou totalmente destelhada.

Em Xanxerê, as rajadas fortes e a chuva intensa provocaram quedas de árvores e danos estruturais, deixando 164 residências atendidas com lonas até a manhã de sábado. A Defesa Civil e equipes parceiras seguiram com o corte e remoção de árvores, vistorias e apoio às famílias.
Em Abelardo Luz, 26 casas foram danificadas, atingindo 104 pessoas. Quedas de árvores e bloqueios em quatro vias foram registrados nos bairros Santa Luzia, Aparecida, Alvorada, São Pedro e Toldo Imbu.
Em Itapiranga, as localidades de Coqueiro e Santo Antônio tiveram destelhamentos, queda de árvores, seis postes caídos e cinco vias interditadas.
Outros municípios também relataram transtornos:
- Abdon Batista: queda de árvore e obstrução de via, já liberada.
- Fraiburgo: chuva intensa por volta das 18h causou alagamentos em ruas centrais.
- Caçador: registrou alagamentos e barreiras nas localidades de Cerro Branco e São Pedro, além de quedas de árvores.
- Videira: um redemoinho de vento destelhou uma leitaria e uma casa na localidade de São Francisco.
No Sul catarinense, o volume de chuva foi expressivo. Jacinto Machado acumulou 124 mm, Sombrio teve 111,2 mm, e Morro Grande, 108 mm. Em Criciúma, a chuva forte alagou vias nos bairros Michel, Milanezi e Boa Vista, e o rio Maina subiu no bairro Vila Francesa. Nenhuma casa foi atingida.
Urussanga registrou deslizamentos e obstrução de drenagem em loteamentos e bairros como Santana e Linha Rio Maior, e em Pescaria Brava, um deslizamento no bairro Santiago afetou uma residência.
Entre as maiores rajadas de vento medidas pela Defesa Civil estavam:
- Caibi (Oeste): 85,6 km/h
- Água Doce (Oeste): 76,8 km/h
- Urupema (Serra): 72,1 km/h
- São Bonifácio (Grande Florianópolis): 65 km/h
- Balneário Barra do Sul (Litoral Norte): 64,5 km/h
- Campo Belo do Sul (Serra): 58,9 km/h
- Imbituba (Sul): 57,7 km/h
A Defesa Civil reforça que o ciclone ainda está ativo sobre o oceano, provocando rajadas fortes na faixa litorânea. Apesar da tendência de enfraquecimento gradual, o solo segue encharcado e há risco de novos deslizamentos em áreas de encosta. Equipes municipais e estaduais permanecem em campo com ações de monitoramento, entrega de lonas e avaliação dos danos.
▶️🛜Siga nossas redes sociais: Youtube | Instagram | X (antigo Twitter) | Facebook | Threads | Bluesky
Ministro da Saúde inaugura acelerador linear em hospital de Blumenau





