Quem olha uma Bratwurst assando na chapa pode até pensar: parece simples, é só virar a linguiça e esperar ficar pronta. Mas o segredo está no processo — assar devagar, sempre no ponto certo, para garantir a casquinha crocante e aquele barulho “KNACK” na primeira mordida. É isso que o chef alemão radicado no Brasil, Heiko Grabolle, traz para a Oktoberfest Blumenau de 8 a 26 de outubro.
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Na Alemanha, existem duas formas de preparo: na chapa ou no carvão. Em casa, a grelha é comum, mas nos tradicionais Imbiss o padrão é sempre a chapa. “O contato direto da salsicha com o calor carameliza a proteína e cria a casca crocante. Parece fácil, mas repetir esse ponto perfeito o tempo todo, com o volume de vendas da festa, é o grande desafio”, explica Grabolle.
Para dar conta, a operação envolve cerca de 30 pessoas e até quatro entregas diárias de pão fresco. E o movimento não é pequeno: em edições passadas já foram vendidas mais de 700 salsichas por hora e até 6 mil em um único sábado. “Não quero apenas vender Bratwurst, quero vender a melhor Bratwurst. Quando alguém prova e diz ‘cara, lembra igual na Alemanha’, é aí que me realizo”, resume o chef.
A qualidade também vem da matéria-prima. As salsichas são fornecidas pela Fricar, de Timbó, feitas com carne suína selecionada, sem CMS, e seguindo receitas alemãs. Só para a Oktoberfest, a previsão inicial é de 6 toneladas, mas a empresa já se prepara para aumentar. “Os preparativos incluem a compra de temperos, envoltórios especiais e a organização com produtores de suínos. Assim conseguimos manter frescor e qualidade durante toda a festa”, explica Romeu Hartmann, da Fricar.
A parceria com Heiko é de longa data e envolve mais do que fornecimento: “Além da produção artesanal, temos uma logística diferenciada, com outros 10 produtores locais. Isso garante confiança e reforça a tradição alemã que queremos representar”, completa Hartmann.
Mais do que um prato, a Bratwurst é um símbolo cultural da Alemanha. Feita geralmente de carne suína, mas também podendo levar vitela ou boi, é servida no pão ou no prato, acompanhada de mostarda, chucrute ou batatas. Um clássico que, junto da cerveja, ajuda a contar a história e o sabor da maior festa alemã das Américas.
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