Câncer de tireoide acende alerta em Santa Catarina

Estado estima 420 novos casos até 2026 e reforça rede de atendimento pelo SUS.

Imagem (ilustrativa): OBlumenauense

No Dia Internacional da Tireoide, lembrado em 25 de maio, Santa Catarina chama atenção para um cuidado que muita gente só percebe quando aparece um sinal no pescoço. A tireoide, pequena glândula localizada na parte da frente do pescoço, tem papel importante no corpo: ajuda a regular o metabolismo, a frequência cardíaca, a temperatura corporal e até a disposição física.

Quando algo sai do normal, o problema pode envolver alterações hormonais, nódulos ou câncer. Entre os tumores endócrinos, o câncer de tireoide é o mais comum.

A rede pública catarinense conta com 21 unidades que fazem tratamento oncológico pelo SUS, distribuídas por todas as regiões do estado. Uma delas é o Centro de Pesquisas Oncológicas, o CEPON, unidade da Secretaria de Estado da Saúde. Só em 2025, o serviço atendeu 60 pacientes com câncer de tireoide.

Os números também ajudam a explicar o alerta. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, Santa Catarina deve registrar cerca de 420 novos casos da doença até o fim de 2026. Desse total, aproximadamente 270 são esperados em Florianópolis.

O diretor-geral do CEPON e cirurgião de cabeça e pescoço, Dr. Alvin Laemmel, destaca que perceber mudanças cedo faz diferença no tratamento. Segundo ele, quando o diagnóstico é feito precocemente, o câncer de tireoide apresenta altas taxas de sucesso.

A orientação é procurar avaliação especializada diante de alterações persistentes na região do pescoço. Nódulos, rouquidão ou dificuldade para engolir não devem ser ignorados.

A investigação costuma começar com avaliação clínica e ultrassonografia. Em alguns casos, também é indicada a punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF, um dos principais exames para analisar nódulos na tireoide.

Alguns fatores podem aumentar o risco da doença. Entre eles estão histórico familiar, exposição à radiação na cabeça e no pescoço, obesidade, alimentação pobre em iodo e determinadas alterações genéticas.

O acompanhamento médico regular e os exames preventivos ajudam a identificar problemas mais cedo e a reduzir os impactos da doença. Na prática, informação faz diferença: saber reconhecer sinais e buscar atendimento no momento certo pode mudar o caminho do tratamento.

O CEPON é uma unidade do Governo do Estado de Santa Catarina, gerida pela FAHECE.


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