A corrida pelos votos começou. A partir deste domingo (16/08/26), quem disputa as Eleições 2026 já pode apresentar propostas, pedir apoio e ocupar as ruas e a internet com propaganda eleitoral. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro, antes do primeiro turno.
Para o eleitor, a mudança será fácil de perceber. Carreatas, caminhadas, passeatas e distribuição de panfletos poderão ocorrer até as 22h do dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno. É o período em que os candidatos tentam se tornar conhecidos e convencer quem ainda não decidiu o voto.
O barulho da campanha, porém, tem horário. Alto-falantes e amplificadores de som podem ser usados entre as 8h e as 22h. Os comícios estão liberados das 8h à meia-noite, até 1º de outubro.
No último comício da campanha, a programação poderá ser estendida por mais duas horas. Isso significa que o evento de encerramento terá autorização para seguir até as 2h da madrugada.
Também há uma regra para proteger locais que precisam de tranquilidade. Os equipamentos de som devem permanecer a pelo menos 200 metros de hospitais, casas de saúde, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros enquanto estiverem funcionando.
A mesma distância vale para sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis e outros estabelecimentos militares. Em outras palavras, a campanha pode circular pela cidade, mas não poderá estacionar um carro de som ao lado de uma escola durante as aulas ou diante de um hospital.
Propaganda também ocupa as telas
Na internet, os candidatos poderão divulgar propostas em sites, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais. A circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral estará autorizada até 1º de outubro.
As transmissões ao vivo também entram nesse cenário. Quando uma pessoa candidata fizer uma live para se promover ou divulgar ações relacionadas ao mandato, o conteúdo poderá ser tratado como ato público de campanha, mesmo que a eleição não seja mencionada diretamente.
Há ainda uma proibição que começa neste domingo: não será mais permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. Elas não devem ser confundidas com pesquisas eleitorais, que seguem regras próprias de registro e divulgação.
Os anúncios pagos na imprensa escrita poderão circular até 2 de outubro. Cada candidato terá direito a publicar até dez anúncios por veículo, sempre em datas diferentes.
O tamanho também é limitado. Cada publicidade poderá ocupar, no máximo, um oitavo de página em jornal padrão ou um quarto de página em revista ou tabloide.
No rádio e na televisão, o eleitor precisará esperar mais alguns dias. O horário eleitoral gratuito será exibido de 28 de agosto a 1º de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Seis escolhas na urna
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Nesse dia, o eleitor terá pela frente seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.
Como serão escolhidos dois representantes para o Senado, a atenção na hora de votar será ainda mais importante. Cada eleitor deverá indicar dois nomes diferentes para o cargo.
O segundo turno será realizado em 25 de outubro, mas somente poderá ocorrer nas disputas para governador e presidente. A nova votação será necessária caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
A conta considera apenas os votos dados aos concorrentes. Brancos e nulos não entram no cálculo usado para saber se alguém venceu ou se haverá uma segunda rodada.
Disputa pela Presidência tem 12 nomes
Foram apresentados 12 nomes para concorrer à Presidência da República. Os pedidos de registro ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral:
- Augusto Cury (Avante);
- Clariana Barão (DC);
- Edmilson Costa (PCB);
- Flávio Bolsonaro (PL);
- Hertz Dias (PSTU);
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- Renan Santos (Missão);
- Romeu Zema (Novo);
- Ronaldo Caiado (PSD);
- Rui Costa Pimenta (PCO);
- Samara Martins (UP);
- Wilson Grassi (Democrata).
A situação de cada candidatura, assim como as informações entregues pelos partidos e candidatos, poderá ser acompanhada na página do Tribunal Superior Eleitoral. A relação ainda pode sofrer alterações durante a análise dos registros.





