Câmara abre debate sobre retirada de vigilantes armados das escolas de Blumenau

Audiência pública aprovada por unanimidade vai ouvir pais, professores e comunidade após a Prefeitura anunciar a substituição do modelo de segurança nas unidades da rede municipal.

Imagem (ilustrativa): OBlumenauense

A decisão de retirar os vigilantes armados das escolas municipais de Blumenau ainda repercute na cidade. Em meio às dúvidas e preocupações levantadas por pais, professores e profissionais da educação, a Câmara de Vereadores aprovou na sessão desta terça-feira (9/06/26) a realização de uma audiência pública para discutir o tema com a comunidade.

A iniciativa partiu do vereador Professor Gilson de Souza (União Brasil), autor do Requerimento nº 1185/2026, aprovado por unanimidade pelos parlamentares. A data e o horário do encontro ainda serão definidos.

A discussão ganhou força após a Prefeitura de Blumenau anunciar o encerramento dos contratos com a empresa responsável pelos serviços de vigilância armada nos educandários municipais. A decisão foi tomada após a prestadora de serviços se tornar alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Segundo o Executivo, a mudança faz parte da implantação de um novo modelo de controle de acesso nas escolas. A proposta prevê a atuação de porteiros qualificados, aliada ao uso de tecnologias de monitoramento e segurança.

Durante a discussão do requerimento, vereadores de diferentes partidos defenderam a importância de ouvir a comunidade antes da implementação das mudanças. Os parlamentares ressaltaram que a segurança dos estudantes, professores e demais profissionais da educação é uma preocupação compartilhada por toda a cidade.

Também foram levantadas questões relacionadas à estrutura física das unidades escolares e aos possíveis impactos da substituição da vigilância armada por outros mecanismos de controle de acesso. Para os vereadores, cada realidade precisa ser considerada durante o processo de transição.

O vereador Alexandre Matias (PSDB) lembrou que a rescisão contratual ocorreu em razão da investigação envolvendo a empresa responsável pelo serviço. Ele também citou os desafios enfrentados por Blumenau após o ataque ao Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, em abril de 2023, episódio que mudou a forma como a segurança escolar passou a ser debatida no município.

Já o vereador Adriano Pereira (PT) afirmou que a decisão anunciada pelo Executivo provocou preocupação entre pais e profissionais da educação. Segundo ele, o assunto precisa ser discutido de forma transparente para que a população compreenda como funcionará o novo modelo.

A vereadora Cristiane Loureiro (Podemos) destacou que o tema também vem sendo acompanhado por uma comissão especial da Câmara voltada à segurança nos educandários. O grupo tem analisado ações e medidas relacionadas à proteção dos ambientes escolares.

Autor da proposta, Professor Gilson de Souza afirmou que a audiência pública será uma oportunidade para ampliar a participação da comunidade nas decisões relacionadas à segurança das escolas. Segundo ele, pais, profissionais da educação e demais interessados poderão apresentar questionamentos, sugestões e preocupações antes que as mudanças sejam efetivamente implementadas.

Com a aprovação do requerimento, a Câmara dará início aos trâmites para organizar a audiência pública. A expectativa é que o encontro reúna representantes do poder público, profissionais da área e membros da comunidade escolar para um debate que continua mobilizando a cidade.


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