O Brasil está eliminado da Copa do Mundo de 2026. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5/07/26), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), mostrou uma Seleção capaz de criar oportunidades, mas que voltou a sofrer com a falta de eficiência diante do gol. Do outro lado, bastou Erling Haaland aparecer duas vezes para definir a classificação dos noruegueses às quartas de final.
O resultado resume bem o que foi a partida. A Noruega controlou a posse de bola durante quase todo o jogo, terminou com 64% de posse e mais que o dobro de passes do Brasil — 664 contra 327 —, mas encontrou dificuldades para transformar esse domínio em chances claras. A equipe brasileira, por sua vez, aceitou ter menos a bola, apostou na velocidade dos contra-ataques e criou as oportunidades mais perigosas durante boa parte do confronto.
Logo aos dois minutos, os noruegueses chegaram a balançar a rede com Berg. O lance, porém, foi anulado por impedimento de Sörloth na origem da jogada, após assistência de Ödegaard. Foi um primeiro aviso de que a equipe europeia pressionaria desde o início.
O Brasil respondeu rapidamente. Aos nove minutos, Rayan recuperou a bola no meio-campo, Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli em velocidade e o atacante rolou para Matheus Cunha, que foi derrubado por Ajer dentro da área. Inicialmente o árbitro mandou seguir, mas o VAR recomendou a revisão e Ismail Elfath confirmou o pênalti.
Bruno Guimarães assumiu a responsabilidade da cobrança. Bateu no canto esquerdo, sem muita força, e Nyland acertou o lado para fazer a defesa. A intervenção mudou o rumo psicológico da partida. O goleiro ganhou confiança, enquanto o Brasil perdeu a oportunidade de assumir o controle do placar ainda no início do confronto.
Mesmo com menos posse de bola, a equipe de Carlo Ancelotti seguiu chegando com perigo. Rayan levou vantagem em jogadas individuais pela direita, Martinelli apareceu bem nas transições e Vini Jr. teve boa participação pela esquerda. Aos 39 minutos, o camisa 7 roubou a bola na saída adversária, tabelou e invadiu a área, mas Nyland voltou a salvar a Noruega com uma grande defesa. Nos acréscimos da primeira etapa, Alisson também precisou trabalhar ao defender uma finalização de Ödegaard, mantendo o empate sem gols antes do intervalo.
O segundo tempo começou com o mesmo desenho. O Brasil encontrava espaços quando acelerava o jogo, mas desperdiçava as oportunidades.
Aos 13 minutos, Casemiro recuperou a bola e encontrou Vini Jr., que serviu Endrick na entrada da área. Livre diante do goleiro, o atacante tentou finalizar com categoria, mas mandou para fora. Poucos minutos depois, Rayan voltou a exigir ótima defesa de Nyland após receber passe de Gabriel Magalhães dentro da área.
Percebendo a necessidade de aumentar o poder ofensivo, Carlo Ancelotti promoveu mudanças importantes. Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha, Danilo Santos substituiu Gabriel Martinelli e, aos 22 minutos, Neymar voltou a campo no lugar de Rayan, assumindo a responsabilidade pela criação das jogadas.
Enquanto o Brasil tentava encontrar espaços, a Noruega seguia paciente. A equipe manteve a troca de passes e passou a explorar melhor os lados do campo.
A insistência deu resultado aos 34 minutos. Schjelderup avançou pela esquerda e cruzou na medida para Haaland, que ganhou de Gabriel Magalhães pelo alto e cabeceou firme para abrir o placar.

O gol obrigou o Brasil a se lançar ainda mais ao ataque, oferecendo os espaços que a Noruega esperava. Aos 44 minutos, Haaland voltou a aparecer. Recebeu a bola fora da área, ajeitou rapidamente e acertou um chute forte, no canto esquerdo de Alisson. Um gol de centroavante decisivo. O segundo dele na partida.
Nem mesmo a desvantagem fez o Brasil desistir. Nos acréscimos, Casemiro sofreu uma cotovelada de Östigaard dentro da área. O árbitro marcou o segundo pênalti brasileiro da partida. Neymar cobrou com categoria e diminuiu para 2 a 1. Logo depois, porém, veio o apito final e a confirmação da eliminação brasileira.

Os números mostram um confronto mais equilibrado do que o placar pode sugerir. O Brasil finalizou 11 vezes contra nove da Noruega, acertou quatro chutes no gol, teve dois pênaltis e cinco escanteios. Os noruegueses responderam com cinco finalizações certas, domínio da posse de bola e uma atuação segura defensivamente, liderada por Nyland, que realizou sete defesas ao longo da partida.
Para Carlo Ancelotti, a eliminação deixa a sensação de que o plano de jogo funcionou durante boa parte do confronto, mas faltou eficiência nas áreas. A Noruega fez exatamente o contrário: controlou o ritmo, aproveitou as oportunidades que teve e contou com a estrela de Haaland para escrever um dos capítulos mais importantes da história recente do futebol do país.
ESCALAÇÕES
Seleção Brasileira
- Técnico: Carlo Ancelotti
- Alisson Becker (Goleiro)
- Danilo Luiz da Silva (Lateral-direito)
- Marquinhos (Marcos Aoás Corrêa) (Zagueiro)
- Gabriel dos Santos Magalhães (Zagueiro)
- Douglas dos Santos Justino de Melo (Lateral-esquerdo)
- Carlos Henrique Casemiro (Volante)
- Bruno Guimarães Rodriguez Moura (Volante)
- Gabriel Teodoro Martinelli Silva (Meia/Atacante)
- Rayan Vitor Simplício Rocha (Atacante)
- Matheus Santos Carneiro da Cunha (Atacante)
- Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior (Atacante)
Substituições: Endrick Felipe Moreira de Sousa (Matheus Santos Carneiro da Cunha), Neymar da Silva Santos Júnior (Gabriel Teodoro Martinelli Silva), Danilo dos Santos de Oliveira (Rayan Vitor Simplício Rocha) e Éderson José dos Santos Lourenço da Silva (Bruno Guimarães Rodriguez Moura).
SELEÇÃO NORUEGUESA
- Técnico: Ståle Solbakken
- Ørjan Håskjold Nyland (Goleiro)
- Julian Ryerson (Lateral-direito)
- Kristoffer Vassbakk Ajer (Zagueiro)
- Torbjørn Lysaker Heggem (Zagueiro)
- David Møller Wolfe (Lateral-esquerdo)
- Sander Bolin Berge (Volante)
- Patrick Berg (Volante)
- Martin Ødegaard (Meio-campista)
- Alexander Sørloth (Atacante)
- Erling Braut Haaland (Atacante)
- Antonio Eromonsele Nordby Nusa (Atacante)
Substituições: Oscar Bobb (Antonio Eromonsele Nordby Nusa), Andreas Rædergård Schjelderup (Alexander Sørloth), Fredrik Aursnes (Julian Ryerson) e Leo Skiri Østigård (David Møller Wolfe).
ARBITRAGEM
- Árbitro: Ismail Elfath.
- Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins.
- Quarto árbitro: Saíd Martínez.





