Por volta das 6h desta quinta-feira (27/03/26), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina deu a largada para o maior simulado de atendimento a desastres da história da corporação. E o detalhe que torna o exercício ainda mais próximo da realidade é que nenhuma equipe sabia para onde iria antes do acionamento.
Todas as 16 equipes de Força-Tarefa do estado foram mobilizadas e montaram base no Parque Municipal Harry Hobbus, em Rio do Sul. De lá, cada grupo recebeu sua missão no Posto de Comando de Operações, seguindo exatamente o fluxo do Sistema de Comando em Operações (SCO) — a mesma ferramenta utilizada para coordenar respostas em emergências e desastres reais.
Quatro cidades, quatro cenários
Os bombeiros foram distribuídos entre Ibirama, Aurora, Trombudo Central e Pouso Redondo, cada uma com um tipo específico de ocorrência simulada: enchentes e enxurradas, deslizamentos, incêndios florestais e colapso de estruturas.
Nas frentes de busca e resgate em inundações, atuam equipes de Florianópolis, Curitibanos, Itajaí e São José. Os cenários de áreas deslizadas ficaram com bombeiros de Blumenau, Tubarão, Canoinhas e Jaraguá do Sul. Criciúma, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste respondem pelas simulações de incêndio florestal. Já as situações de estruturas colapsadas envolvem equipes de São Miguel do Oeste, Itapema, Xanxerê e Rio do Sul.
No total, são 64 militares em campo — quatro representantes de cada um dos 16 batalhões do estado —, além da equipe de gerenciamento das ocorrências.
Além da ação: a burocracia também é treinada
Depois de cada atuação em campo, as equipes retornam ao acampamento para preencher os formulários do Sistema de Comando de Operações. Essa etapa, que também integra os atendimentos reais, vai gerar relatórios para avaliar o desempenho ao longo do treinamento.
A previsão é que o simulado se estenda ao longo do dia e avance pela noite, dependendo da complexidade de cada cenário. O encerramento está marcado para a manhã de sexta-feira (27), com uma formatura militar às 10h no Centro de Eventos Hermann Hering, também em Rio do Sul.







