O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e evolução no quadro inflamatório. As informações são do boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star nesta segunda-feira (16/03/26) pelo hospital DF Star, em Brasília. Apesar do avanço, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sem previsão de alta.
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O boletim foi assinado por uma equipe de cinco médicos, incluindo os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado e o cirurgião Claudio Birolini, traz um tom mais otimista em comparação aos dias anteriores. O informe destaca que houve “recuperação da função renal” — que havia apresentado piora no sábado (14) — e “melhora parcial dos marcadores inflamatórios, denotando resposta favorável à antibioticoterapia instituída”. No domingo, os médicos haviam registrado uma nova elevação desses marcadores, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos .
O ex-presidente segue sob suporte clínico intensivo e realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora . De acordo com a equipe médica, embora o quadro inspire cuidados típicos de um paciente na UTI, o fato de não ter necessitado de suporte de oxigênio é um ponto favorável na recuperação.
Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde na última sexta-feira (13) após passar mal no complexo prisional da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado . O ex-presidente foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com um quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem confirmaram um diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral .
A pneumonia foi decorrente de um episódio de broncoaspiração, condição associada ao histórico de saúde do ex-presidente, que enfrenta complicações desde a facada sofrida durante a campanha de 2018. Segundo especialistas, as múltiplas cirurgias às quais Bolsonaro foi submetido na região do intestino podem ter causado gastroparesia — um quadro em que o trânsito intestinal é mais lento, facilitando a passagem de alimentos ou líquidos do estômago para os pulmões.
A internação reacendeu o debate sobre as condições de detenção do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a pedir a prisão domiciliar humanitária, argumentando que o ambiente prisional dificulta os cuidados necessários para as múltiplas patologias.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a vigilância no hospital é feita pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, com proibição de entrada de dispositivos eletrônicos.
Esta é a mais recente de uma longa série de internações de Bolsonaro desde 2018, que já passou por nove cirurgias e dezenas de procedimentos, a maioria deles relacionados às sequelas do atentado a faca. Em janeiro deste ano, ele já havia sido internado após bater a cabeça na cela. O boletim não especifica se, após a alta hospitalar, ele retornará ao complexo prisional.
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