segunda-feira, 6 dezembro 2021
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Blumenauense ganha prêmio internacional de arquitetura em Nova Iorque

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Fotos: Divulgação

O arquiteto Dietmar Starke nasceu em Blumenau, foi criado no bairro Itoupava Central, morou 13 anos na Alemanha e desde 1999 trabalha na Prefeitura do Rio de Janeiro. Apesar de morar longe de sua cidade natal, trouxe grande orgulho aos blumenauenses quando venceu a última edição do prêmio Architizer A+ Awards, na categoria voto popular, entre os edifícios públicos. O projeto recebeu 79 mil votos do mundo todo.

Dietmar Starke e sua equipe na Riourbe
Dietmar Starke (centro) e sua equipe na Riourbe

Dietmar projetou as Naves do Conhecimento (8 no total) através da RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização) em 2012, que buscam democratizar o acesso da população mais carente ao conhecimento tecnológico. Um ambiente colorido, moderno e aconchegante, onde jovens e adultos de comunidades podem se inscrever gratuitamente em cursos e oficinas. Elas promovem a criatividade, inovação e interatividade, além de fornecerem ferramentas para a inserção destas pessoas no mercado de trabalho.

A fachada lembra uma nave, e tem área com cerca de 400 m², que possui biblioteca digital, salas para ensino de informática e área de lazer.  O projeto é uma parceria público-privada, entre o Instituto Embratel Claro e a Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia da Cidade do RJ.

Arquiteto blumenauense Dietmar Starke, recebendo prêmio internacional de arquitetura em Nova Iorque

A entrega do prêmio aconteceu na última quinta-feira (14), em Nova Iorque, nos EUA. Entre os concorrentes estavam projetos de países de grande expressão na arquitetura, como Bélgica (Court House – que recebeu o voto do júri), Itália (Palazzo Lombardia), Japão (Hachijo Government Building and Hall) e França (Regional Court and Industrial Tribunal).

Em apenas dois anos e meio, as Naves do Conhecimento (oito ao todo) já contabilizam um milhão e meio de visitas às praças digitais com livre acesso à internet, além de mais de 150 mil pessoas cadastradas e mais de 14 mil alunos formados em cursos, oficinas de capacitação digital e atividades interativas, sempre gratuitamente.

Na visão de Starke, essas Naves significam o futuro da Educação. “O custo-benefício de uma obra como essa não tem preço. Estamos levando aos jovens uma oportunidade única, futurista, atrativa. Você vê a felicidade estampada no rosto das pessoas lá dentro. Essa forma de construir faz com que os visitantes se sintam bem no espaço, é como visitar outro mundo. A arquitetura tem que emocionar as pessoas para atraí-las, independente da área no entorno ser degradada ou não. Se tiver qualidade, vai ajudar a qualificar toda a região. Não à toa nenhuma das Naves foi pichada, pois os moradores se apropriaram delas.”

Outro projeto que Dietmar Starke considerou marcante em sua carreira, é o Célula Urbana, projetado com a arquiteta Maria Lúcia Petersen. “Esse foi um projeto que propus quando fui um dos 21 convidados do Governo Alemão a sugerir ideias para os seus próximos 20 anos, em 1991. Lembro que ao meu lado estavam os profissionais que apresentaram protótipos do que hoje são o Google Earth e a Nuvem, da Apple. Trouxe o conceito para o Rio a ideia e a implementamos no Jacarezinho. Porém, só nesta gestão conseguimos aprimorar o projeto e transformá-las nas Naves. Nesta época, vim representando a Bauhaus e pude mostrar a eles que podemos transformar realidades, vidas, cidades, com a arquitetura. Uma grande honra, afinal, essa foi a primeira construção da instituição pós 2ª Guerra Mundial. O último havia sido projetado por Hannes Meyers (1889-1954).” – conclui.

As imagens do projeto são incríveis e mostram um prédio muito moderna, na terra do grande Oscar Niemayer. Vale acrescentar que Dietmar é irmão do cardiologista Dr. Siegmar Starke.

 

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Dados: Portal do Servidor

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