Blumenau sobe nove posições no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025

O estudo avaliou 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. Em Santa Catarina, duas ficaram à frente.

Foto: Giovanni Silva [PMB]

Blumenau alcançou a 14ª colocação no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, divulgado nesta quarta-feira (27/08/25) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estudo analisou 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes e mostrou que o município subiu nove posições em relação à última edição.

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A avaliação leva em conta 65 indicadores distribuídos em 13 pilares, considerados fundamentais para medir a qualidade das políticas públicas e o desenvolvimento sustentável das cidades. Blumenau se destacou em áreas como segurança, inovação e dinamismo econômico, meio ambiente e funcionamento da máquina pública.

No cenário catarinense, o município é o terceiro mais competitivo, atrás apenas de Florianópolis e Jaraguá do Sul. Em sua 6ª edição, o ranking se consolida como ferramenta estratégica para que as administrações públicas possam identificar os avanços e também as áreas que ainda necessitam de investimentos e melhorias.

Explicando para facilitar o entendimento dos dados

Os dados abaixo, estão apresentados com a posição atual de Blumenau no ranking, seguida da variação em relação a 2024. Por exemplo: (22º, +6) significa que a cidade está em 22º no ranking nacional e subiu 6 colocações em comparação ao ano passado. O sinal negativo (-6), significa o contrário, o seja, baixou 8 colocações.

Analisando os dados:

O avanço veio sustentado por bons resultados em áreas como segurança (15º, +42 ), inovação e dinamismo econômico (18º, +6), meio ambiente (26º, +6) e funcionamento da máquina pública (29º, +8).

Em segurança, a cidade se destaca pela 21ª posição em mortes violentas intencionais e 52ª em mortalidade de jovens por razões de segurança, embora ainda tenha desempenho ruim em mortes por causas indeterminadas (232º). No meio ambiente, chama atenção o 1º lugar em combate ao desmatamento ilegal, enquanto “áreas recuperadas” fica apenas na 173ª posição.

A saúde (35º, +57) foi outro pilar que puxou Blumenau para cima. A cidade alcançou a 44ª colocação em cobertura da atenção primária e melhorou bastante em vacinação (149º, +87) e atendimento pré-natal (116º, +31). Porém, a saúde suplementar ocupa apenas o 148º lugar, mostrando limitações no acesso aos planos privados.

No funcionamento da máquina pública, o município combina bons resultados em transparência (36º), qualidade da informação contábil e fiscal (60º, +39) e qualificação do servidor (53º, +18), mas encontra grande dificuldade no tempo para abertura de empresas (387º, -51), o que acaba pesando negativamente no pilar.

Entre os maiores desafios estão as telecomunicações (258º, +11) e o saneamento (185º, +25). No primeiro, Blumenau figura bem em acessos de banda larga (30º), mas cai drasticamente em cobertura do 4G (376º), um dos piores resultados do país.

No saneamento, lidera em coleta e destinação de resíduos (1º lugar), mas ainda ocupa posições baixas em abastecimento de água (172º, -64), coleta de esgoto (247º, +6) e tratamento de esgoto (238º, -3). As perdas na rede também chamam atenção: 169º em distribuição (-42) e 143º em faturamento (-49).

Outros pontos de alerta estão em educação (127º, +32) e capital humano (118º, +6). No ensino, o desempenho do Enem (58º) contrasta com a baixa posição do Ideb no ensino médio (306º), indicando desigualdade de resultados. Já no capital humano, a qualificação dos trabalhadores formais (72º) é razoável, mas a taxa de matrícula em cursos técnicos e profissionalizantes (261º) segue baixa.

Na área fiscal, a cidade ocupa a 101ª posição (+17), com destaque para dependência fiscal (37º), mas ainda patina em taxa de investimento (184º, +49), despesa com pessoal (179º, -19) e principalmente endividamento (365º, -38).


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