A Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou nesta terça-feira (5/05/26) uma série de iniciativas voltadas à preparação do município para os possíveis impactos do fenômeno El Niño. Trata-se de uma mobilização antecipada para evitar surpresas diante da previsão de chuvas mais intensas e eventos climáticos extremos na região.
Entre as decisões, está a realização de uma audiência pública que ainda terá data e horário definidos. A proposta, apresentada pelo vereador Flávio Linhares – Flavinho (PL), busca reunir especialistas, Defesa Civil e entidades da região para explicar, de forma acessível, o que pode acontecer e como a população pode se preparar. A ideia é transformar informação técnica em orientação prática para o dia a dia.
Além do debate aberto, os vereadores também querem respostas objetivas do poder público. Foram aprovados pedidos de informação direcionados a diferentes esferas — municipal, estadual e federal — cobrando detalhes sobre ações já realizadas e planejadas. Entre os pontos levantados estão limpeza de rios, desassoreamento, manutenção de encostas e atualização do plano de contingência da cidade.
Outros requerimentos ampliam essa cobrança. Há solicitações por pareceres técnicos, planos de ação mais claros e até articulação entre cidades vizinhas e órgãos de defesa civil. O objetivo é garantir que não haja atuação isolada, mas sim uma estratégia conjunta para enfrentar possíveis emergências.
Também foi aprovado um convite ao GRAC (Grupo de Ações Coordenadas) para participar de uma reunião na Câmara. A intenção é colocar todos os envolvidos na mesma mesa, alinhar estratégias e verificar se o município está, de fato, preparado para responder rapidamente em situações de risco.
Durante as discussões, o tom foi de alerta. Vereadores apontaram problemas já conhecidos, como falhas na manutenção de ribeirões, dificuldades na drenagem urbana e limitações na estrutura de resposta. Ao mesmo tempo, destacaram que agir antes é essencial para reduzir danos.
Outro ponto reforçado foi o cuidado com a informação. A proposta é evitar dois extremos: o alarmismo, que gera pânico, e a negligência, que pode custar caro. Nesse contexto, a audiência pública surge como uma ferramenta para esclarecer dúvidas, organizar dados confiáveis e permitir que a população acompanhe de perto o que está sendo feito.
No fim das contas, o conjunto de medidas aprovado não resolve o problema por si só, mas estabelece pressão, organização e diálogo — três elementos considerados fundamentais para reduzir riscos, proteger vidas e minimizar prejuízos caso o cenário climático se agrave.





