A trajetória de uma mulher de 44 anos, marcada por anos de atendimentos sem evolução significativa, levou à realização de uma internação involuntária nesta quinta-feira (16/04/26), em Blumenau.
De acordo com o município, o procedimento é uma medida excepcional, aplicada somente após o esgotamento de alternativas terapêuticas. Prevista em lei, ela exige laudo médico, deve ocorrer em ambiente hospitalar e tem duração máxima de até 90 dias.
Natural de Curitibanos (SC), a mulher é acompanhada pela rede socioassistencial desde 2015. Nesse período, acumulou 1.058 atendimentos em diferentes serviços, incluindo acolhimentos institucionais, Comunidades Terapêuticas, Abordagem Social e o Centro de Referência Especializado em População em Situação de Rua (Centro POP).
Na área da saúde, também há um histórico extenso de acompanhamento. Foram registrados 207 atendimentos pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CapsAD), além de diversas abordagens realizadas pelas equipes do Consultório na Rua.
Segundo avaliação técnica, a mulher apresenta dependência química associada a transtornos mentais. O quadro, aliado ao risco recorrente de permanência em situação de rua, motivou a adoção da medida.
A decisão foi tomada pela Comissão de Internação Involuntária, formada por profissionais da Assistência Social e da Saúde. O grupo considerou relatórios e atendimentos acumulados ao longo dos anos, sem registro de avanços no caso.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Semudes), com apoio dos serviços de Saúde e da Polícia Militar, que atuaram no encaminhamento para tratamento.








