Blumenau entrou no clima da força bruta — e da técnica refinada – a partir desta quarta-feira (8/04/26). O tradicional Ginásio Sebastião Cruz, o Galegão, abre espaço até domingo (12) para o Campeonato Brasileiro de Powerlifting, reunindo atletas das categorias Subjunior, Junior e Universitário em uma maratona de levantamentos.
Vindos de diferentes cantos do país, competidores a partir dos 14 anos chegam divididos por idade e peso corporal, formando um mosaico de gerações que têm algo em comum: o desafio constante de levantar mais do que ontem.
A competição, organizada pela Associação Catarinense de Levantamentos Básicos (ACLB) em parceria com a Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria do Esporte (SME), figura entre as mais relevantes do calendário nacional da modalidade — daquelas que medem não só desempenho, mas também evolução.
Muito além de levantar peso
Para quem ainda associa o powerlifting apenas à força, vale olhar com mais atenção. Presente em mais de 100 países, o esporte combina potência, técnica e estratégia em três movimentos clássicos: agachamento, supino e levantamento terra.
Cada atleta encara tentativas em todas as provas, sempre em busca do melhor desempenho possível. No fim, não é uma única execução que decide tudo, mas sim a soma dos melhores levantamentos válidos — um detalhe que transforma cada tentativa em peça-chave.
Homens e mulheres competem separadamente, respeitando categorias por idade e peso. Mas, no fundo, há uma disputa que atravessa todas as divisões: a batalha individual contra os próprios limites. A cada barra carregada, o que está em jogo não é só a medalha, mas a superação.
No Galegão, ao longo desses dias, o silêncio antes do levantamento e o impacto dos pesos no chão devem contar histórias que vão além do placar.





