Blumenau e Gaspar estão entre as cidades alvo da operação DNA do Crime, desdobramento da Mensageiro

Segundo o Ministério Público, ação cumpre prisões, buscas e bloqueia bens em investigação sobre lavagem de dinheiro.

Foto: GAECO/SC

A movimentação de equipes policiais em três cidades começou cedo da manhã desta terça-feira (2/06/26). Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriram mandados em Santa Catarina e no Paraná durante a Operação DNA do Crime, novo desdobramento da Operação Mensageiro voltado à recuperação de patrimônio público.

De acordo com o Ministério Público de SC (MPSC), estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residências e sete mandados de prisão contra empresários investigados por suposta participação em uma organização criminosa. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Segundo o MPSC, também foi determinada a apreensão de 95 veículos, entre pesados e de passeio, além do bloqueio de 19 imóveis e de aproximadamente R$ 66 milhões. O Ministério Público sustenta que os bens estariam relacionados a um esquema de lavagem de dinheiro vinculado a investigações sobre corrupção de agentes públicos e fraudes em licitações.

As medidas judiciais são cumpridas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba. Conforme a investigação, os alvos teriam utilizado diferentes mecanismos para dar aparência de legalidade a bens e valores, entre eles contratos e empréstimos considerados fictícios e a utilização de terceiros na constituição de empresas.

Para a operação, foram mobilizados integrantes do Ministério Público e 45 policiais do GAECO. Ao todo, 47 agentes atuam no cumprimento das ordens judiciais nas ruas e em unidades prisionais.

Ainda segundo o Ministério Público, a Operação DNA do Crime tem ligação com a sexta fase da Operação Mensageiro, que apura indícios de enriquecimento ilícito envolvendo empresários que possuem condenações e ações em andamento relacionadas a crimes de corrupção e fraude licitatória, além de contratos públicos atualmente em execução.

O nome da operação, conforme o MPSC, faz referência ao fato de os investigados pertencerem ao mesmo núcleo familiar. A investigação aponta a participação de irmãs, filhos, cunhados e noras de uma mulher apontada pelos promotores como responsável por coordenar as supostas operações de lavagem de capitais.

Coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina, o GAECO reúne integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar para atuar no combate às organizações criminosas. Por enquanto, as investigações seguem em andamento, e os fatos apurados ainda serão analisados no curso do processo judicial.


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