Blumenau se despede de Alexandre “Leco” Dias, profissional respeitado no meio musical

Ele tinha 46 anos e a cerimônia de despedida está marcada para a manhã desta terça-feira (24/02)

Ilustração: Oblumenauense

Uma notícia deixou de luto o meio musical de Blumenau. Morreu neste domingo (22/02/26) Alexandre “Leco” Dias, aos 46 anos, profissional muito conhecido na área de sonorização. Ele deixa esposa, um filho, familiares e uma grande legião de amigos.

Nildo Omar Dias, conhecido como Dias, empresário da Banda Cavalinho, disse em suas redes sociais que o irmão descansou depois de uma semana de luta. É uma referência ao dia 16 de fevereiro (segunda-feira), quando Leco sofreu um AVC hemorrágico enquanto tomava banho de rio no bairro Gaspar Alto, em Gaspar (SC), onde morava. Primeiro, ele foi levado ao hospital da cidade e, no dia seguinte, transferido ao Santa Isabel, em Blumenau, onde veio a falecer ontem (22).

Leco foi responsável pelo som do Ahoy! nos últimos 11 anos. A casa de eventos divulgou uma nota lembrando que ele integrou a equipe desde o primeiro dia de funcionamento no novo endereço, na Rua São Paulo, atuando diretamente no atendimento aos artistas e na operação técnica dos shows realizados no local.

Nas redes sociais, a empresa destacou o profissionalismo, a dedicação e a relação construída por Leco com músicos e público ao longo dos anos. A qualidade do trabalho fez com que ele se tornasse uma figura reconhecida também fora dos bastidores, frequentemente lembrada e aplaudida durante as apresentações.

Leco iniciou a trajetória profissional na empresa Dias Som, ao lado do pai e do irmão. O velório começou às 14h30 desta segunda-feira (23), na Capela Mortuária localizada na Rua Emílio Tallmann, nº 2214, no bairro Progresso. A despedida está marcada para as 8h desta terça-feira (24).

Artistas e profissionais também manifestaram carinho e homenagens nas redes sociais.

O cantor e compositor Iuri K escreveu: “Dói imensamente… mas é lindo ver o carinho e o amor que todos tinham pelo cara… aquele tipo de ser iluminado entre milhares que vem pra Terra de vez em quando e que nós todos tivemos a honra de conhecer.”

O agitador cultural Nico Wolf contou que conhecia Leco há cerca de 30 anos, desde o início dele nas mesas de som. “Ia na casa dos pais dele, ele ia lá em casa. Trabalhamos muito juntos, viramos amigos e irmãos. É um dos caras mais queridos que já conheci nos meus quase 58 anos de vida”, relembrou.

Já o músico e baterista Neto Berri escreveu: “Vai fazer muita falta, Lecão! As piadas duvidosas, as resenhas no camarim, o show no som, mas principalmente teu jeito único de ser. Fica em paz, meu amigo.”