Blumenau amplia geração de empregos em junho e fica entre os destaques de Santa Catarina

Município criou 350 vagas formais e teve o terceiro maior saldo do Estado. Indústria liderou a geração de empregos em SC, enquanto Itajaí registrou o melhor desempenho entre as cidades.

Blumenau voltou a acelerar a geração de empregos formais em junho e terminou o mês entre os municípios que mais contribuíram para o saldo positivo de Santa Catarina. Foram 7.200 admissões e 6.850 desligamentos, resultando na criação de 350 vagas com carteira assinada e no crescimento de 0,25% do estoque de empregos. O resultado representa uma recuperação em relação a maio e coloca o município na terceira posição estadual em número de vagas abertas. As informações fazem parte da divulgação oficial do Novo Caged, publicado nesta quarta-feira (29/07/26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O desempenho de Blumenau ficou atrás apenas de Itajaí, que liderou o ranking catarinense com saldo de 632 empregos, e de Rio do Sul, com 360 vagas. Na sequência aparecem Jaraguá do Sul, com 286 postos; Joinville, com 254; Porto Belo, com 250; Chapecó, com 231; Santo Amaro da Imperatriz, com 175; Guaramirim, com 155; e Otacílio Costa, com 108 novos empregos formais.

Mesmo sem liderar em números absolutos, Blumenau apresentou um resultado mais expressivo do que cidades maiores. Joinville, que concentrou o maior volume de movimentações entre os municípios analisados, registrou 14.223 admissões e 13.969 desligamentos, encerrando junho com saldo de 254 vagas e crescimento de apenas 0,10%. Chapecó criou 231 empregos, com variação de 0,21%.

Florianópolis seguiu na contramão das demais grandes cidades. A capital contabilizou 10.391 admissões e 11.071 desligamentos, fechando o mês com saldo negativo de 680 vagas e retração de 0,30% no estoque de empregos. Foi o pior desempenho entre os principais municípios catarinenses em junho.

Primeiro semestre de Santa Catarina

No cenário estadual, Santa Catarina encerrou junho com 136.998 admissões e 136.190 desligamentos, criando 808 empregos formais. O resultado representa uma retomada após o saldo negativo observado em maio, embora em ritmo mais moderado do que o registrado nos primeiros meses do ano.

A análise por setores mostra que a indústria foi a principal responsável pela recuperação do mercado de trabalho catarinense. O segmento criou 777 vagas, impulsionado principalmente pelas indústrias de transformação, que responderam por 844 novos empregos. Construção civil e comércio também fecharam o mês no azul, com saldos de 368 e 305 vagas, respectivamente.

O setor de serviços praticamente encerrou o período em estabilidade, com saldo de apenas 35 postos. Apesar disso, suas atividades apresentaram comportamentos bastante diferentes. Transporte, armazenagem e correio abriram 765 vagas, enquanto alojamento e alimentação fecharam 391 postos. O grupo formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais também registrou retração, com saldo negativo de 400 empregos.

A agropecuária foi o único grande setor econômico a apresentar uma perda significativa, encerrando junho com o fechamento de 677 vagas formais em Santa Catarina.

Outro aspecto que chama a atenção é que algumas cidades de porte médio cresceram proporcionalmente mais do que os grandes centros. Porto Belo registrou expansão de 2,18% no estoque de empregos, Santo Amaro da Imperatriz avançou 1,83%, Otacílio Costa cresceu 1,63% e Rio do Sul alcançou 1,10%. Os percentuais ficaram acima dos registrados por Blumenau, Joinville, Chapecó e Florianópolis no mês.

No acumulado de janeiro a junho, Joinville continua liderando em números absolutos, com 7.503 empregos criados. Itajaí aparece em seguida, com 4.796 vagas; Blumenau soma 3.007; Chapecó registra 2.864; e Florianópolis acumula 771 novos postos de trabalho.

Quando a comparação considera a evolução proporcional do estoque de empregos no primeiro semestre, Itajaí também ocupa a liderança, com crescimento de 3,75%. Na sequência aparecem Chapecó, com 2,67%; Blumenau, com 2,18%; Joinville, com 2,09%; e Florianópolis, com 0,34%.

Os dados são do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Os resultados de junho são apresentados sem ajustes, enquanto os números acumulados do ano e dos últimos 12 meses consideram as atualizações posteriores enviadas pelas empresas.


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