Blumenau amplia acesso a dados ambientais com nova plataforma sobre qualidade da água

Sistema reúne informações de rios e ribeirões em diferentes regiões da cidade e permite acompanhamento pela população.

Foto: Giovanni Silva / Prefeitura de Blumenau

Você tem ideia do quanto a água do rio ou ribeirão perto da sua casa estão limpos? Ou quais regiões da cidade enfrentam mais problemas ambientais? E ainda: como esses dados podem influenciar decisões sobre preservação e qualidade de vida? Essas são algumas das respostas que a nova plataforma lançada pela Prefeitura de Blumenau passa a oferecer à população.

Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), a ferramenta reúne informações sobre a qualidade da água dos principais rios e ribeirões do município. O acesso já está disponível clicando aqui e, nos próximos dias, também deve integrar a Carta de Serviços no site oficial da Prefeitura.

Na prática, o sistema organiza dados de 21 pontos de monitoramento distribuídos entre o centro e as regiões mais afastadas da cidade. Com isso, qualquer pessoa pode acompanhar como estão os recursos hídricos em diferentes áreas, de forma simples e atualizada.

Mais do que números, a proposta é aproximar o cidadão de um tema que impacta diretamente o cotidiano. Ao entender melhor a situação dos rios, a população ganha ferramentas para refletir sobre preservação ambiental e o uso consciente desses recursos.

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Robson Tomasoni, explica que o monitoramento é contínuo e essencial para a gestão pública. Segundo ele, os dados ajudam a identificar tendências ao longo do tempo, apontar locais mais críticos e orientar ações voltadas à preservação.

Esse acompanhamento, vale lembrar, não começou agora. Ele é realizado em Blumenau desde 1997. Neste primeiro momento da nova plataforma, no entanto, estão disponíveis dados consolidados a partir de 2023, com previsão de ampliação do histórico gradualmente.

A prefeita em exercício, Maria Regina de Souza Soar, destaca que a relação da cidade com seus rios é antiga — e estratégica. Compreender a qualidade dessas águas, segundo ela, é um passo importante para garantir melhores condições de vida para a população.

Para chegar às classificações apresentadas na plataforma, são analisados diversos indicadores, como oxigênio dissolvido (OD), coliformes fecais, pH, demanda bioquímica de oxigênio (DBO5), nitrogênio total, fósforo total, turbidez e sólidos totais. A partir desses critérios, cada ponto recebe uma avaliação que pode variar entre ótima, boa, aceitável, ruim ou péssima.

Um ponto importante: os dados não indicam se a água está própria para banho. Ou seja, mesmo quando a classificação aparece como “boa”, isso não significa que o local seja adequado para atividades de lazer.

No fim das contas, a nova plataforma funciona como um termômetro ambiental acessível a todos — e pode ajudar a transformar curiosidade em consciência.


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