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Árbitra blumenauense se destaca no cenário internacional do futsal

 

 

 

 

Fotos: Divulgação

A história de Anelize Schulz iniciou dentro das quadras defendendo as cores do Blumenau Futsal. Mas o que começou com a bola nos pés, se transformou com o apito nas mãos. A servidora da prefeitura de Blumenau que já deu aula para crianças do Programa de Iniciação Esportiva, hoje faz parte do quadro de arbitragem da FIFA, e no mês passado apitou partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de Futsal 2020.

Nascida em Jaraguá do Sul, Anelize se mudou para Blumenau com 17 anos para jogar futsal, onde defendeu o Blumenau Futsal durante cinco anos. Com 22 anos de idade optou por estudar, formando-se em Educação Física com duas pós-graduações, uma delas voltada à inclusão escolar.

Durante o período de estudos começou a apitar jogos de futsal como forma de estágio. Na mesma época também deu aulas para crianças do Programa de Iniciação Esportiva na E.E.B. Victor Hering, na E.E.B. João Durval Muller, na Associação Artex e na Sociedade Esportiva e Recreativa Salto do Norte. “É muito bom fazer parte de projetos que usam o esporte como ferramenta de transformação social”, afirma.

Em 2008, Anelize começou a pesquisar sobre a arbitragem. “Além de conhecer muito bem as regras, eu sabia que é importante ter ótimo preparo físico e sempre me dediquei muito a isso. Eu estudei muito para então buscar meu objetivo”, assinala. Ainda em 2008, fez um curso de arbitragem promovido pela Liga Blumenauense de Futsal, anos depois foi indicada pela Liga para fazer o curso da Federação Catarinense de Futsal e, no ano seguinte fez o curso da Confederação Brasileira.

 

 

Rompendo barreiras

Desde 2018, ela compõe o quadro de arbitragem da FIFA, o que lhe permite apitar partidas internacionais. “É um processo longo. Já passei por preconceito, mas isso não é só na arbitragem. Nos últimos anos o futebol feminino atraiu o olhar da sociedade para a mulher no esporte e tudo isso vai mudando como as pessoas enxergam a mulher”, destaca.

Esta edição das Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de Futsal, organizada pela Conmebol foi a primeira a contar com mulheres no quadro de arbitragem. Anelize foi a única brasileira a estar presente. “Fiquei muito feliz de estar vivendo esse momento. Estamos no caminho certo. As pessoas estão mudando. Não existe uma função masculina ou feminina. Tudo tem que depender da capacidade do ser humano, da pessoa em ocupar o espaço ou não”, defende.

Por João Vitor Korc [SECom/BNU]

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