Foram horas dentro da própria casa, mas sem liberdade para descansar ou ir embora. Uma mulher de 24 anos contou à Polícia Militar que passou a noite sendo agredida, ameaçada de morte e impedida de deixar a residência onde mora, no bairro Santa Terezinha, em Gaspar.
Segundo a vítima, tudo começou por volta das 23h30 de quarta-feira (26/08/26), quando ela dormia. O marido, de 29 anos, teria acordado a mulher com um soco na cabeça e exigido que ela preparasse comida.
Ela se levantou e caminhou até a cozinha. Foi ali, conforme o relato feito aos policiais, que o homem a segurou pelo pescoço, derrubou-a e passou a bater sua cabeça contra o piso. Ao mesmo tempo, dizia que iria matá-la.
A violência não teria terminado naquele momento. A mulher afirmou que o marido permaneceu circulando pela casa durante toda a madrugada, sem permitir que ela dormisse ou saísse do imóvel. Mesmo estando em sua residência, ela relatou não ter liberdade para ir embora — situação registrada pela PM como cárcere privado.
O pedido de ajuda só foi possível mais tarde. Às 10h54 de quinta-feira (27), a Polícia Militar foi chamada para atender a ocorrência. Depois de uma noite inteira sob ameaças, a vítima finalmente conseguiu conversar com os policiais e contar o que havia acontecido.
Enquanto a guarnição ouvia a mulher, o suspeito saiu pelos fundos da casa, chegou à garagem e entrou em um veículo. Na tentativa de deixar o local, quase bateu na viatura policial. Depois, ainda tentou fugir a pé por outro terreno, mas foi acompanhado e abordado pelos agentes.
Ao falar com a PM, o homem apresentou uma versão diferente. Disse que o casal discutiu porque a esposa não queria preparar comida para ele e a filha. Segundo ele, a mulher teria ficado exaltada e o empurrado, e ele respondeu também com um empurrão. A ocorrência foi registrada como lesão corporal leve dolosa, ameaça e cárcere privado no contexto de violência doméstica.
Fonte: Polícia Militar de Gaspar (SC)





