A temporada da tainha em Santa Catarina foi interrompida antes do esperado. No domingo (7/06/26), o Ministério da Pesca e Aquicultura determinou o encerramento da captura da espécie na modalidade de arrasto de praia após o setor atingir 90% da cota autorizada para 2026.
A suspensão tem caráter preventivo e segue as regras previstas na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, que estabelece o fechamento da pesca antes que o limite total seja ultrapassado. A decisão foi tomada com base nos dados oficiais de produção informados pelas empresas pesqueiras ao governo federal.
A paralisação, porém, pode durar pouco.
O governo federal negocia um remanejamento de cotas para permitir a retomada da pesca artesanal da tainha em regiões catarinenses que ainda não haviam sido contempladas pela safra. A informação foi confirmada pelo líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado Fabiano da Luz, após reunião com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura.
Segundo o parlamentar, o volume adicional destinado a Santa Catarina pode ser anunciado ainda nesta terça-feira (9). A definição está sendo conduzida em Brasília.
“A safra deste ano registrou um volume elevado de captura, o que fez com que a cota fosse atingida rapidamente. Estamos fazendo um esforço para garantir a pesca da tainha em regiões que ainda não foram contempladas. Não podemos deixar municípios sem essa atividade, que é símbolo da cultura de Santa Catarina”, afirmou.
A informação foi repassada durante reunião com o superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Jean Ricardo Antunes, e outros representantes da pasta.
As cotas destinadas às diferentes modalidades de pesca da tainha cresceram 20% em 2026 e passaram a somar mais de 8 mil toneladas. Santa Catarina foi o estado mais beneficiado pelo aumento. Mesmo assim, a pesca artesanal avançou rapidamente e precisou ser interrompida antes do fim da temporada.
Para que a atividade seja retomada, será necessário um remanejamento das cotas já existentes, processo que está na fase final de definição pelo governo federal. Segundo Fabiano da Luz, o gabinete do presidente Lula acompanha as negociações.
Se a medida for confirmada, pescadores de municípios que ainda aguardavam a chegada da safra poderão voltar ao mar e manter uma tradição que atravessa gerações no litoral catarinense.





