Após fim dos contratos de vigilância armada, familiares convocam ato por mais segurança nas escolas de Blumenau

Manifestação organizada por Jennifer Pabst, mãe de uma das vítimas do ataque ao CEI Cantinho Bom Pastor, acontece neste sábado (13/06) em frente à Prefeitura.

Foto: Eraldo Schnaider [PMB]

A discussão sobre a segurança nas escolas de Blumenau voltou ao centro das atenções nesta semana. Dias depois de a Prefeitura anunciar o encerramento dos contratos de vigilância armada nas unidades da rede municipal, familiares de vítimas do ataque ao CEI Cantinho Bom Pastor convocaram uma manifestação para este sábado (13/06/26), às 9h, em frente ao prédio da Prefeitura.

O ato está sendo organizado por Jennifer Pabst, mãe de Bernardo Pabst da Cunha, uma das quatro crianças assassinadas durante o ataque à creche, ocorrido em 5 de abril de 2023. A mobilização é apresentada como pacífica e tem o objetivo de reunir pais, responsáveis e moradores para defender o reforço das medidas de proteção nos educandários.

No convite divulgado nas redes sociais, os organizadores afirmam que as crianças deveriam entrar na escola apenas para aprender, sonhar e viver a infância com tranquilidade. O grupo também destaca que não quer esperar que novas tragédias aconteçam para que medidas preventivas sejam adotadas.

Entre as reivindicações estão a instalação de câmeras com reconhecimento facial, detectores de metais, botões de pânico e a manutenção de profissionais preparados para atuar na proteção das unidades escolares. A mensagem divulgada ressalta que a segurança dos estudantes deve ser tratada como um direito e não como um privilégio.

A manifestação ocorre poucos dias após o prefeito Egídio Ferrari anunciar a rescisão dos contratos da empresa Orcali, alvo de investigação do Gaeco. Com a mudança, a administração municipal informou que pretende substituir os vigilantes armados por porteiros qualificados para o controle de acesso às escolas e centros de educação infantil.

Durante a coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (8), Ferrari defendeu que a segurança escolar depende de um conjunto de ações, como monitoramento por câmeras inteligentes, reconhecimento facial, protocolos de controle de entrada e integração com as forças de segurança. Segundo ele, a prefeitura pretende implantar catracas eletrônicas e ampliar o sistema de vigilância tecnológica até o início do ano letivo de 2027.

A convocação para o ato não cita diretamente a decisão da prefeitura, mas surge justamente em meio ao debate sobre qual deve ser o modelo de segurança adotado nas escolas da cidade. Para os organizadores, a proteção dos alunos continua sendo uma preocupação permanente desde a tragédia que marcou Blumenau e comoveu o país.

A expectativa é que familiares, pais, responsáveis e membros da comunidade participem da mobilização na manhã de sábado. Mais do que um protesto, o encontro pretende manter viva uma discussão que, para muitas famílias, nunca deixou de existir.

Confira a coletiva de imprensa


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