A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou, nesta semana, o registro do medicamento Voranigo® (vorasidenibe), produzido pela farmacêutica Servier. O remédio, apresentado em comprimidos de uso diário, é um inibidor de enzimas desenvolvido para o tratamento de determinados tipos de câncer cerebral.
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Segundo a fabricante, o Voranigo® é indicado para pacientes a partir dos 12 anos diagnosticados com tipos específicos de gliomas difusos — astrocitomas ou oligodendrogliomas — de baixo grau (grau 2), que apresentem mutações nas enzimas IDH1 ou IDH2. A medicação é destinada a pessoas que já foram submetidas a cirurgia e que, no momento, não tenham indicação para iniciar radioterapia ou quimioterapia.
O mecanismo de ação do vorasidenibe consiste em bloquear as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas. Essas enzimas, quando alteradas, produzem substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais, favorecendo a progressão da doença. Ao inibi-las, o medicamento busca retardar esse processo.
O registro na Anvisa permite que o Voranigo® seja comercializado no Brasil, tornando-se uma nova alternativa terapêutica para pacientes que se enquadrem nos critérios estabelecidos. Ainda não há previsão oficial para o início da venda no país nem informações sobre preço ou disponibilidade na rede pública de saúde.
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