Ansiedade e comida: por que dezembro desperta essa relação

Entre excessos, correria e autocuidado, o fim do ano revela como emoções interferem nas decisões do dia a dia. Confira a coluna Alimentação e Saúde, da nutricionista Bianca Jensen.

Foto: Bit245 / Getty Images [via Canvas]

Dezembro chega e, junto com as luzes, as festas e o clima de celebração, vem também uma sensação de pressa. É como se o relógio corresse mais rápido, as demandas se multiplicassem e o corpo pedisse mais do que conseguimos entregar.

Em meio a essa correria, é comum que a comida ganhe outro significado. Ela deixa de ser apenas fonte de energia e se transforma em um alívio, um escape, um momento de pausa. O problema é que, muitas vezes, esse conforto vem acompanhado de culpa.

Quando comer é mais sobre sentir do que sobre nutrir

A ansiedade típica do fim de ano — causada por metas não cumpridas, excesso de tarefas ou simples cansaço — altera o comportamento alimentar. O corpo produz mais cortisol, o hormônio do estresse, e o cérebro busca formas rápidas de prazer, especialmente através de alimentos ricos em açúcar e gordura.

Mas é importante lembrar: não se trata de falta de controle. Comer para aliviar emoções é uma resposta humana. A questão está em reconhecer o que está por trás desse impulso.

Parar para sentir é o primeiro passo

  • Antes de buscar um doce, pergunte-se: “Estou com fome ou estou precisando de uma pausa?”
  • Às vezes, o que o corpo pede é descanso, silêncio, ou até um momento de respiro em meio à rotina intensa.
  • Quando há consciência, o alimento deixa de ser um anestésico e volta a ser uma escolha. E é nesse ponto que nasce o equilíbrio — não o da dieta perfeita, mas o da conexão com o próprio corpo.

Dezembro também pode ser leve

O fim do ano não precisa ser uma batalha entre vontade e controle. É possível comemorar, relaxar e cuidar de si ao mesmo tempo. Comer com atenção, dormir bem e se permitir sentir prazer sem culpa são atitudes simples que trazem mais leveza.

Porque o verdadeiro equilíbrio não está em comer “certo” o tempo todo, e sim em reaprender a se escutar.

* Bianca Jensen é nutricionista (CRN-10/9605) formada pela FURB, focada em emagrecimento e comportamento humano. Busca auxiliar seus pacientes de forma que olhem para a sua alimentação com consciência para que haja uma efetiva mudança de hábitos. Você pode conhecer o trabalho pelo Instagram e Youtube. Para entrar em contato, clique em WhatsApp.