domingo, 24 outubro 2021
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Alta nos preços da construção afeta economia e empreendimentos populares

O cenário afeta principalmente a faixa populacional com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

O setor da construção civil é essencial para a retomada econômica. Mas o contexto do fim de 2020 e início de 2021, traz preocupações quanto ao andamento de melhorias de infraestrutura e emprego.

O Programa Casa Verde e Amarela (projeto de financiamento habitacional que remodelou o Minha Casa, Minha Vida) foi instituído com expectativa de beneficiar 1,6 milhão de famílias até 2024, com juros anuais em torno de 4,5%. Porém, o desabastecimento de materiais pode prejudicar os empreendimentos dos imóveis ligados ao programa.

Os Indicadores Imobiliários Nacionais divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) do quarto trimestre de 2020, mostram um aumento dos preços do material de construção e risco de desabastecimento. O cenário permanece em 2021, afetando principalmente a faixa populacional com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500, que representa menor margem de lucro para as empresas contratadas.

Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontam que os preços dos materiais de construção subiram 19,6% no ano passado, com alguns insumos registrando aumentos acima de 50%. Os valores são avaliados como as maiores altas registradas no Brasil após o Plano Real.

No orçamento familiar

Além dos setores governamentais de infraestrutura, quem também observa esses efeitos na prática são os cidadãos que estão construindo. Um levantamento da CBIC, feito entre 12 e 18 de fevereiro deste ano, mostrou que o aço é o principal material em falta nas 26 regiões que participaram da pesquisa. O produto ainda registrou aumento de preço acima de 10% para 72,7% dos entrevistados, e alta de até 10% para 25,4%.

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