sábado, 27 novembro 2021
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Acib é contrária à devolução de recursos da BR-470

Nesta quinta-feira, dia 28 de agosto, a Acib enviou uma carta ao superintendente do DNIT/SC, Vissilar Pretto, manifestando-se contrária à devolução de R$ 30 milhões que seriam destinados à duplicação da BR-470. O decreto da Presidência da República retirando esse valor da obra foi publicado no dia 15 de agosto e os recursos, segundo o que se apurou, foram alocados para outras obras no país.

“A Acib, falando em nome do segmento empresarial de Blumenau, que representa há mais de um século, é totalmente contrária à supressão de recursos. Ao invés disso, o que esperamos é que se imprima celeridade na duplicação, para que se conclua a obra num prazo razoável e não superior a três anos”, afirma o documento.

Segundo divulgado na imprensa, o DNIT informou pela sua assessoria que os R$ 30 milhões foram realocados porque a obra não havia evoluído a ponto de precisar da verba. “O ritmo da obra é ditado e imprimido pelo próprio Estado (DNIT, Governo Federal, etc.). Da parte da sociedade civil, o quanto antes forem concluídas as obras, melhor será. Não se pode mais aceitar calado a impressionante morosidade nos trabalhos de duplicação. O caso merece total indignação, pois se trata de importante obra para o Estado de Santa Catarina, especialmente para todo o Vale do Itajaí, sem mencionar ainda que diariamente ocorrem acidentes, não raro com vítimas fatais e feridos”, aponta o documento.

A carta, assinada pelo presidente da Acib, Carlos Tavares D’Amaral, ainda argumenta: “Convém recordar que as ordens de serviços para o início das obras, todos sabemos, foram assinadas faz mais de ano e, atualmente, o que se vê é pouca ou quase nenhuma evidência de trabalhos realizados. No ritmo que se avista, levar-se-á muito tempo para a conclusão. Agora, justamente porque o responsável pela obra não a executa na celeridade que se espera, ele próprio utiliza como justificativa, para a retirada de recursos, a lentidão dos trabalhos que ele próprio adotou. Com todo o respeito, não se pode aceitar calado isto”.

Texto: Cristiane Soethe Zimmermann

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