Abuso infantil na internet: investigação leva a nova operação do CyberGAECO em SC

Mandados são cumpridos em Criciúma e Ibirama após rastreamento de suspeito que armazenava e incentivava a produção de material criminoso.

Foto: GAECO/SC

O que começou como um alerta da Polícia Federal sobre possíveis crimes na internet se transformou em uma  investigação envolvendo pornografia infantil. A partir de dados enviados pela coordenação especializada em crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil (CCASI/CGCIBER/DCIBER/PF), as autoridades catarinenses encontraram sinais de um esquema perturbador.

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As apurações revelaram que o suspeito, além de manter armazenado material com cenas de exploração sexual de crianças e adolescentes, tentava convencer mães de menores de idade a produzirem esse tipo de conteúdo com os próprios filhos. A gravidade dos indícios levou à criação da Operação Expurgo, conduzida pelo CyberGAECO — braço do GAECO especializado no combate a crimes cometidos no ambiente virtual.

Foto: GAECO/SC

O nome da operação carrega um significado forte: “expurgo” representa a ideia de eliminar completamente o que há de mais nocivo. E foi com esse espírito que, na manhã desta terça-feira (26/08/25), a força-tarefa foi às ruas cumprir dois mandados de busca e apreensão em Criciúma e Ibirama. As ordens foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Rio do Sul.

Esta é a segunda etapa da Operação Expurgo. A primeira aconteceu em junho, quando quatro pessoas foram presas em flagrante e dez mandados foram cumpridos em outras cidades de Santa Catarina. Desde então, o trabalho segue em ritmo intenso, com apoio técnico da Polícia Científica, garantindo a preservação das evidências coletadas.

As investigações ainda estão sob sigilo e não se descarta o envolvimento de outros suspeitos. Assim que os autos forem tornados públicos, novas informações poderão ser compartilhadas.

O GAECO é uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina, formada em parceria com a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. Já o CyberGAECO atua exclusivamente em casos ligados a crimes digitais — como este, silencioso e grave, que agora começa a vir à tona.


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